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Playlist

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A parte da sala onde ficava o aro de suspensão estava sem o tatame, e abaixo do citado aro havia apenas uma cadeira com alguns tolos de corda jogados no canto próximo à janela. Um cenário um tanto simplório, exceto por um detalhe:

Na cadeira estava Dani. Mas não estava apenas sentada…Estava quase que totalmente nua, exceto por uma calcinha de renda com a lateral um pouco mais larga, embora o ângulo nas partes da frente e costas fosse bem fechado formando um V bem pronunciado e reduzido.

Raul dava voltas em torno de Dani, verificando os detalhes das amarrações que a prendiam à cadeira. Os tornozelos estavam presos cada um a um pé frontal da cadeira. Uma outra faixa de cordas amarrada acima dos joelhos puxava cada coxa para fora era presa aos pés traseiros da cadeira, forçando as pernas a ficarem abertas.

Dani observava Raul dando as voltas, ajustando as cordas aqui e ali. Ela esticou a coluna para aliviar um pouco a tensão nos ombros. Como o encosto da cadeira era baixo, Raul pode fazer nela uma amarração onde seus pulsos, cotovelos e antebraços ficavam praticamente juntos nas costas, o que forçava um pouco seus ombros, mas não chegava a ser um desconforto doloroso…não desta vez.

Raul verificou a corda que prendia os pulsos – e o braços, por consequência, na junção entre o encosto e assento da cadeira. O espaço ali permitiu que ele criasse um ponto de ancoragem que deixaria Dani na posição que ele queria. Dessa forma, mesmo que ela se mexesse muito, não iria conseguir se afastar muito do encosto da cadeira, o que era parte do que ele tinha planejado.

Dani gemeu um pouco sob a mordaça, que desta vez foi criada com a calcinha que ela estava usando quando chegou, que foi  enfiada completamente na sua boca, que por sua vez foi coberta por uma faixa de tecido branco com bolinhas azuis que ele amarrou bem apertada, abafando ainda mais qualquer som que ela emitisse. Ela gostava dessa sensação, ainda mais porque ele adorava seus gemidos.

Raul fez uma última verificação: conferiu se a calcinha estava segurando bem o novo vibrador que ele havia adquirido e que era a peça central deste “experimento”, pensou ele. Contente com seu trabalho, Raul se sentou de frente para ela, e ficou observando por alguns minutos.

Sempre que esse momento acontecia, era muito excitante. Dani se sentia exposta e indefesa, e adorava isso. Ficar sob o olhar indecifrável de Raul – ele conseguia mascarar muito bem suas reações – a fazia imaginar qual seria a idéia mirabolante desta vez, que ele havia preparado. Aquele vibrador ela ainda não conhecia

Raul sentia um prazer enorme em observar o resultado de seu trabalho com as cordas e o corpo de Dani se ajustando, se mexendo, aguardando. Ele prolongava esses instantes para o próprio prazer, e para gerar mais expectativa. Um simples gemido, nem de dor nem de prazer, foi um bom sinal para que ele começasse.

– Você deve estar achando estranho eu ter dito que iria testar uma nova playlist que eu criei para saber sua opinião, e até agora não coloquei para tocar, né? –  Ele disse esperando para ver a reação dela.

Dani ficou olhando por alguns instantes sem saber qual a intenção por trás da pergunta, mas concordou com um aceno de cabeça. Ela sabia muito bem que ele sempre queria respostas para as perguntas que fazia, mesmo que ela estivesse amordaçada.

Raul sorriu, e pegou seu celular que estava sobre uma das prateleiras da estante que ficava próxima à cadeira onde ele estava confortavelmente sentado. Com sua tradicional calça jeans de lavagem escura e blusa de malha, ele selecionou o aplicativo que controlava o vibrador que estava inserido na buceta de Dani.

– Bom, vou querer sua opinião num instante…primeiro deixe-me ajustar as configurações de qualidade… – Ele apertou um botão e Dani sentiu uma pequena vibração entre suas pernas…indicando atividade no vibrador. Ela arregalou os olhos, começando a entender o que viria pela frente.

Raul deslizou com o dedo uma pequena esfera pelo campo da tela do aplicativo. Imediatamente o vibrador começou a funcionar, fazendo com que Dani estremecesse na cadeira e gemesse o melhor possível com a boca amordaçada. Ele começou a brincar com a esfera para cima e para baixo, alterando imediatamente a intensidade de vibração do dispositivo. Dani sentia a alteração nas vibrações, fazendo-a contrair e relaxar a musculatura.

– Hmm…parece estar funcionando…  – Raul falou aparentemente consigo mesmo, olhando apenas para o aplicativo. Deixe-me ver se eu alterar o padrão das ondas…

Dani pode sentir imediatamente que a maneira como o vibrador pulsava dentro dela se alterou, provocando um tipo diferente de sensação. Ela gemeu mais alto dessa vez, olhando fixamente para ele. Ele estava olhando de volta para ela e sorrindo. Moveu o dedo no celular uma vez, sem olhar para o aparelho. Ela imediatamente emitiu um gemido alto e longo, sentindo que a intensidade da vibração estava provavelmente no máximo. Involuntariamente ela tentou fechar as pernas e se curvar para frente. Não conseguiu, pois as cordas a impediram. Ela gemeu mais alto dessa vez percebendo que não havia saída.

–  Sim eu concordo, está funcionando muito bem – ele disse, interpretando a seu gosto os gemidos. Ele diminuiu a vibração para zero. Agora sim, vamos testar nossa playlist.

Dani respirava apressadamente pelo nariz, tentando relaxar nas amarras, sentindo-se apavorada e excitada ao mesmo tempo. Esse estado a que ele sempre a conduzia a deixava desnorteada.

imagem de ondas sonoras na cor vermelha se propagando em círculos– Como primeira música escolhi de uma de suas cantoras favoritas, Ana Carolina… – Ele disse, mexendo mais uma vez no celular. Ela ouviu os aplausos, obviamente era uma versão ao vivo.  Mas quando alguns segundos depois a batida da bateria eletrônica começou a pulsar…duas coisas aconteceram ao mesmo tempo: ela reconheceu “Pole Dance” como sendo a música, e o brinquedo começou a vibrar dentro dela no ritmo das batidas. Ela abriu os olhos e gemeu alto, sacudindo a cabeça, compreendendo o que vinha pela frente.

Raul se deliciava com os gemidos, um prazer que sempre elevava seu tesão. Ele havia criado uma playlist baseado nas pesquisas que fizera com o funcionamento do vibrador, e essa primeira música tinha uma longa introdução com variações de batida eletrônica que iriam interagir com o vibrador de forma intensa. Ele contou 2 minutos e 40 segundos dessa batida da introdução, e sabia que seria um longo tempo para Dani.

Dani começou a  se mover novamente…seu corpo tentava reagir naturalmente, mas as cordas a impediam…suas coxas insistiam em quere fechar sem conseguir, seus pés queriam se mover sem conseguir, ela sacudia o tronco ao tentar mover os braços e ombros, movendo seus seios inevitavelmente.

Raul observou esse fato e saiu por um instante da sala.

– Já volto – ele disse. E retornou rapidamente, trazendo dois prendedores de mamilos com pequenos pesos pendurados.

– Queria que você cantasse, mas parece que está com algum impedimento na voz – ele dizia enquanto prendia o clip no mamilo direito. Dani gemeu alto e tentou curvar o corpo para frente, sem conseguir.

– Então vamos fazer o seguinte: – ele interrompeu e prendeu o segundo clip no mamilo esquerdo – Quando Ana cantar “ela rebola, rebola, rebola…” você vai rebolar na cadeira.

Dani gemeu o mais alto que pode, sacudindo a cabeça negativamente, a dor aguda dos prendedores irradiando por seus seios, enquanto a música tocava e o vibrador acompanhava dentro dela a batida agitada da música.

Raul não permitiu que ela sacudisse a cabeça por muito tempo

– Se sacudir a cabeça em negativa de novo, aumento o peso dos prendedores, entendeu?

Dani assentou com a cabeça, gemendo dentro da mordaça, mordendo o tecido da calcinha usada, deixando um gosto estranho em sua boca.

Raul se sentou novamente e continuou observando. A música continuava. Acompanhando a letra ele apenas disse: “Atenção para o próximo refrão…”

Dani gostava daquela música. Mas talvez a partir de hoje, ela mudasse de opinião. Os prendedores e o vibrador aumentavam a sensação de prazer e dor simultâneas, as cordas intensificavam tudo, impedindo- a de se mover…” Não faz distinção, porém/Se pintar um alemão/Amém” a música continuou, explodindo no refrão.

Dani começou a mover a musculatura da pélvis, cintura, bunda, fazendo o possível para rebolar na cadeira. Ao fazer isso, inclinou a cabeça para trás numa série de gemidos altos…ela estava muito excitada…

Raul observava, sentado. Aparentemente tranquilo, vê-la se remexendo daquela forma, nas cordas…na cadeira…o deixava extremamente excitado. Mas ele mantinha a aparência de tranquilidade, pois adorava deixá-la em dúvida sobre suas reações. Se bem que nesse momento, ela tinha outras coisas com que se ocupar.

– Ah Dani…esqueci de mencionar…nesse experimento, você tem liberdade para gozar quando quiser, se conseguir…Vou tomar um banho e já volto…A próxima música é “In the End” do Linking Park…uma das minhas antigas favoritas… – E se retirou da sala, deixando-a entregue à playlist.

Dani gemeu muito alto…quanto tempo iria durar aquela playlist? Quantas músicas? Ela já estava rebolando fora do refrão, buscando o gozo para a excitação que já a consumia…, mas…o vibrador iria continuar? Com as músicas? Todas essas questões serviram como um catalisador, acelerando seu orgasmo….ela estremeceu na cadeira, arqueando seu corpo para cima o mais que pode, sentindo as contrações e o prazer….mas  ao mesmo tempo, enquanto ainda ofegava, respirando fortemente pelo nariz, os acordes da próxima música  começaram a tocar… ela sentiu seu coração acelerado ouvir “It starts with one thing”…

https://open.spotify.com/playlist/4UoiC9lkZa4Q3pw8Zsa9Wh

Imagem de aplicativo do vibrador em um celular

Um novo conceito de plug and play…

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