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Para o Alto e Avante

Para o Alto e Avante

Tenho ouvido muito uma de minhas atuais bandas preferidas, Daughtry. Uma das músicas de trabalho da banda  tem um vídeo muito legal, como os de antigamente… O título é “Waiting For Superman”:

Imagem de Lois Lane no terraço do prédio do Planeta Diário

Lois Lane

A canção além de ser bacana me lembra de uma situação da qual venho falando em alguns textos: A espera da pessoa ideal, do Top ou bottom ideal, e do quanto isso pode ser danoso tanto para quem espera quanto para um possível candidato que jamais chegará aos pés daquela imagem.

Por outro lado…

Me ocorreu que há um outro tipo de espera. Mais consciente, menos baseada na fantasia para que essa última possa se concretizar da melhor forma possível.

Quando se busca conversar, conhecer a pessoa que está do outro lado. Guardadas as devidas particularidades da vida não BDSM, entender como ela pensa, qual sua opinião sobre temas que sejam de interesse de ambos…ou mesmo se há interesse de ambos.

Quando se tenta ampliar os horizontes num primeiro encontro sem um compromisso firmado, onde algo além de uma saída agradável pode ou não acontecer, mas tendo em vista ver, ouvir, observar essa pessoa fora das máscaras de bits da internet.

Quando o “test drive” acontece, e as fantasias saem do campo mental para o concreto, onde acertos e erros acontecem nas proporções cabíveis, onde o peso para o lado dos acertos ou dos erros pode pesar mais para os erros, seja por qual razão for, e fazer com que retornemos a busca.

A repetição desses “quandos” pode ter vários efeitos. Desânimo, revisão de critérios, mudanças de abordagem, entre alguns que me ocorrem de imediato. O risco aqui é grande: muitos desistem, ou abrem mão de premissas fundamentais, simplesmente por cansaço ou frustração. Acontece.

Aqui há uma bifurcação no caminho. Ao descartar restrições ou preferências que são fundamentais, entra-se numa trilha que pode gerar grande decepção para os envolvidos, uma vez que está se tentando ser quem não se é, artifício que tende ao fracasso, quando o sol atravessa a peneira. Ou então, nos arraigamos tão fortemente aos conceitos que caímos no caso anterior, esperando que alguém se encaixe exatamente no que desejamos.

Eu prefiro crer num caminho do meio (ah o Taoísmo que não me larga…). Onde existe flexibilidade. Onde se pode tentar sem deixar de ser fiel ao que nos é vital, ao que nos excita e move nessa busca.

A expressão “Enquanto não acho a pessoa certa vou me divertindo com as erradas” é comumente usada quando a espera, mesmo consciente, se prolonga. É uma expressão enganosa em sua raiz, uma vez que não há uma pessoa certa e muitas erradas, há pessoas que combinam ou não conosco, em níveis de satisfação diversos. Eu acredito que seja possível se divertir e tentar…desde que ambas as pessoas estejam plenamente informadas e conscientes de que é um tentativa. Que pode até dar certo…

O caminho do meio por vezes pode ser solitário. Mas ei… se não somos boas companhias para nós mesmos durante os tempos difíceis, quem será? Tudo é uma questão de não esmorecer, de por vezes dar um tempinho e se afastar e renovar as energias para prosseguir. É saudável, creio.

Voto no prosseguimento da busca de olhos abertos. As fantasias sempre vão estar lá, para quando precisarmos. Infelizmente materializá-las exatamente como são, com exatamente as pessoas do sonho, não é possível.

Prossigamos, falando conhecendo tentando…quem sabe haja um “Superman” de verdade, sem uniforme, capa ou superpoderes na próxima pessoa…ou, puxando a sardinha para o meu lado, uma “Wonder Woman”…que não se desvie de balas, sem tiara, e o laço…bem, o laço eu creio que pode ser útil…

Mulher Maravilha amarrada em hogtie, por Bill Sickienwicz

Ilustração da Mulher Maravilha de joelhos amarada com as mãos para trás pelo laço da verdade.

Vamos conversar sobre o laço da verdade…

 

 

 

 

 


Originalmente publicado em 08 de janeiro de 2014

 

 

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