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Luz e Sombras – 3

Luz e Sombras  – 3

Raul agarrou os cabelos de Dani pela nuca, e começou a puxar…primeiro para trás, deixando sua boca quase encostando no ouvido dela. “levante” ele sussurrou, forçando sua respiração quente de forma a que acompanhasse suas palavras. Dani começou a subir da melhor forma possível, tendo em vista que sua cabeça estava inclinada para trás, seus cabelos presos e tensos nas mãos dele… a dor aguda dos fios tensionados puxados fortemente atrapalhava seu equilíbrio.

– Eu vou te ajudar, já que parece não conseguir levantar sozinha – Ele disse, num tom jocoso e provocativo

Dani se ergueu como pode de cima do colo dele, e enquanto lutava para se equilibrar ele mesmo se levantou, conduzindo a cabeça dela à posição normal.  O Lívio foi momentâneo, pois, mal pode tomar consciência dos arredores, foi arrastada para frente.  Seus braços se flexionaram instintivamente para cima, em direção à dor aguda dos cabelos sendo puxados, mas os deteve em tempo. Certamente interferir com a mão que a guiava não seria uma boa idéia.

Raul a levou pelos cabelos até a parede mais próxima forçando seu rosto contra a parede nua e branca, pouco à frente e à direita do sofá onde estavam sentados.  Dani apoiou os braços flexionados com as palmas tocando a parede, as mãos abertas.

Ele soltou os cabelos dela e deu alguns passos para trás. Deixou então que o silêncio preenchesse o lugar. Ele tinha tempo. E o tempo é um excelente instrumento, ele pensou, um sorriso vindo a seus lábios no mesmo instante. Ficou observando as reações do belo corpo feminino de pé contra a parede, como uma peça de arte ousada

Dani respirava. A parede lisa e fria era um contraste com seu rosto quente. Seu corpo era um veículo para o coquetel de sensações, emoção e excitação que a dominavam. Sua respiração era entrecortada gotas de suor desciam por lugares indevidos.

Ela já estava a ponto de se virar. Quanto tempo havia que ela estava lá parada e ele em silêncio? Era como se fossem horas… Ela afastou o ombro esquerdo e virou um pouco a cabeça, pois sabia que ele estava daquele lado. Foi o suficiente para vê-lo se aproximar como um raio empurrando novamente seu rosto contra a parede. Um gemido inevitável escapou.

Raul se posicionou atrás dela.

– Eu não me lembro de ter dito que se mexesse.

– Desculpe, Dono eu…

– Shhh.

Mulher de calcinha e botas em frente a uma parede.

Na parede…

Aquele “Shhh” sempre a deixava tensa e alerta. Era sinal de que ela já havia falado demais. Ela fechou os olhos por um momento, mas os abriu assim que sentiu as mãos dele em sua cintura, puxando seus quadris para trás. Ela teve que descer um pouco o rosto na parede, para permanecer na inclinação de 45 graus em que ele a colocara.

Ela já havia ficado naquela posição antes e imediatamente abriu as pernas, sabendo que era como ele gostava.

Raul sorriu novamente.  Mas ele não ia deixar que ela se sentisse confortável… usou seu pé direito para dar um leve toque no tornozelo direito de Dani, pelo lado de dentro.

– Abra mais. Não estão abertas o suficiente.

Dani se ajeitou o melhor que pode, sentindo os músculos e tendões se alongando, e o seu equilíbrio prejudicado.

– Bem melhor – ela o ouviu dizer, naquele tom baixo e indiferente de quem está apenas fazendo um ajuste num quadro na parede, para que ficasse no lugar. Bem, ela era quase isso, pensou. Embora quadros não pulsassem de excitação entre as pernas como acontecia com ela nesse momento.

Raul subiu o vestido, revelando as meias 7/8 que esperava. Sem ligas, eram daquelas de elástico. Pretas, a faixa com elástico com desenhos em renda dando um toque sofisticado. Detalhes… ele pensou. A calcinha, também preta, estava bem enfiada devido à brincadeira no sofá. Provavelmente causando algum incomodo, mas, por outro lado…

-Você está uma bagunça…tsk tsk – ele disse, enquanto andava a volta dela – Um seio à mostra, calcinha enfiada…isso deveria deixa-la desconfortável. Você está desconfortável?

De novo não! Pensou Dani…mais uma daquelas perguntas…não importava o que ela respondesse, ela sabia que ele iria usar “contra” ela… A dúvida na resposta a fazia hesitar.

Raul segurou o seio exposto com sua mão direita, polegar e indicador apertando o mamilo com força.

– Eu fiz uma pergunta.

Dani gritou, as mãos bateram na parede, a surpresa da dor aguda fazendo seu corpo responder involuntariamente. Ele apertou mais.

– Não…Dono!  – A voz entremeada por um gemido mal contido – Eu…estou…confortável…nessa posição…

-Hmm – ele respondeu, soltando o seio. Colocando-se atrás dela novamente, sem preparação ou cerimônia, introduziu dois dedos em sua buceta, afastando a calcinha do caminho no mesmo gesto. Sua outra mão estava suavemente apoiada na nádega esquerda de Dani. Ele moveu os dedos dentro dela com uma lentidão estudada e intencional.

Dani abriu a boca, mas apenas o ar saiu. A posição começava a incomodar seu pescoço, a musculatura das pernas, e a região lombar sob stress também dava sinais. Mas seus olhos se fecharam e ela se entregou à forma com que os dedos dele a sondavam numa lentidão angustiante e prazerosa.

Raul observava as reações, a tensão do corpo, nada escapava a seus olhos. Tão bruscamente como inseriu ele removeu os dedos.

– Você não mentiu. Está realmente bem confortável. Vou dar um jeito nisso.

Ele começou a andar em direção à outra sala. Dani podia ver aonde ele ia, pois sua cabeça estava virada para o mesmo sentido. Viu ele se aproximando da cadeira onde estavam as cordas.

Um arrepio a percorreu. Sua respiração ficou mais pesada, seu coração acelerou. Ela sabia que ele iria leva-la a um outro plano…isso a assustava, mas a enchia de desejo e tesão.

Continua…

Homem puxando a calcinha de uma mulher.

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