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Luz e Sombras – 7

Luz e Sombras – 7

Raul se desvencilhou delicadamente do peso do corpo de Dani sobre seu colo. Ele levantou-se e por um instante, parou admirando o corpo prostrado sobre o sofá, tronco sobre o assento, joelhos no chão, pernas abertas, um vestido amarfanhado, parte da pele à mostra, cabelos desarrumados, boca aberta por conta de uma mordaça. Saliva escorrendo…. a respiração arfante, pesada.

A primeira coisa que ele fez foi remover a mordaça, já que as extremidades de metal da spider poderiam feri-la.

Assim que sentiu a mordaça sendo removida, Dani sentiu um imenso alívio. A primeira coisa que fez foi fechar e abrir a boca algumas vezes, relaxando o maxilar. Ainda um pouco mole e relaxada, tentando esconder um sorriso, murmurou, arfando…” Obrigada…Dono…”. Ela fechou os olhos e relaxou mais, aproveitando o conforto do macio sofá, após tanto tempo de pé.

Raul se ajoelhou atrás dela, e começou a desamarrá-la.  Primeiro puxou o tronco dela de encontro ao seu, apoiando-a, enquanto soltava o nó de fechamento. Ele sentiu que ela relaxava, sobre ele, ainda um pouco ofegante.

Dani gostava de sentir o cheiro dele, um perfume com tons diferenciados que combinavam com o cheiro natural…ela sentia que ele desfazia as voltas lentamente…um ritual quase que natural, mas ainda assim os gestos eram resultado de pratica…ele protegia a pele dela das cordas que corriam rápido, evitando queimaduras…as jogava para os lados, à medida em que a soltava…Ela ia sentindo a pressão desaparecer…ao mesmo tempo em que podia perceber as pequenas depressões na pele, das marcas que ambos tanto gostavam de admirar sempre que as cordas deixavam o corpo dela.

Raul finalmente terminou com a última corda, e a abraçou por trás, mantendo o corpo dela junto ao seu. Ele massageava os braços dela, parando para sentir e observar as marcas das cordas, sorrindo. Ele a beijou no pescoço enquanto continuava esse ritual.

Homem com a mão agarrando o pescoço de uma mulherDani nunca deixava de observar o contraste…Ela nunca sabia quando viria o carinho, quando viria a força…ela se sentia especial. E como que adivinhando seus pensamentos, ela sentiu a mão dele passeando pelos seios, e subindo para o pescoço…ele começou a apertar e sussurrou…” levanta” e começou a se erguer, puxando-a com ele.

Raul a manteve colada a seu corpo, enquanto pressionava a garganta, com a pressão necessária para causar desconforto e dificuldade de respirar, sempre no limite. Sentiu que ela se agitava… as mãos quase subiram, num movimento de tentar pará-lo, mas ele desistiu e aguentou…

Ele soltou a mão e a empurrou para a frente, sem muita força.

-Olha o seu estado… – disse ele.

Ela olhou para si mesma, completamente desarrumada, “esculachada”, ele pensou, descreveria melhor.

– Tire essas roupas, como estão não servem para nada – ela o ouviu dizer às suas costas

Dani removeu a calcinha e o vestido, devagar. Não tirou os sapatos, pois ele não havia mencionado os mesmos. Detalhes, detalhes…ela estava se acostumando com o jeito dele.

Raul a observava em silêncio. Ele a achava linda. Observou os movimentos cuidadosos, revelando por fim a nudez…exceto pelos sapatos… Ele sorriu. Ela estava se acostumando com seu jeito.

Ele pegou uma das cordas do chão, e a abraçou novamente, apenas para pegar um de seus pulsos e amarra com uma volta simples. Ele puxou o pulso dela para cima e para trás contornando seu pescoço para o lado oposto. Puxou o outro pulso fazendo a mesma coisa, e o amarrou junto o outro atrás do pescoço.

Dani ficou assustada…ele nunca a havia amarrado daquela forma antes. Como ela era bem flexível, sentiu como se estivesse se “auto estrangulando”. Ela não estava sufocando, respirava normalmente. Seus dois cotovelos apontavam para frente, suas mãos amarradas atrás do pescoço davam uma sensação estranha.

Neck Hug - amarração de Gorgone para o Shibari Study. Modelo: JewelryandfireRaul sentiu que a nova amarração surtia efeito. Ele continuou, dando voltas com a corda acima e abaixo dos seios fazendo um novo arreio, e fixando tudo muito bem atrás. Ele a agarrou pelas cordas nas costas, como se fosse uma alça e a forçou a andar.

Ela seguiu, tentando não esbarrar em nada, se equilibrando. Ele a levou para baixo de uma argola de madeira que pendia de um suporte no teto, presa por uma corda e alguns mosquetões de alpinista.

 – Fique aqui, já volto.

Ela ouviu as palavras e o viu se afastar pelo corredor, em direção ao quarto. Ela começou a ficar nervosa. Tudo era muito inesperado. Aquela posição a deixava estranha, não era “natural” como as que ela estava acostumada. Ela o viu se aproximando de volta, carregando uma pequena nécessaire que ele costumava usar para guardar brinquedos.

– Vejamos agora, por onde começo…  – Ele falava como que para si mesmo, como se ela não estivesse ali.

Raul pegou o tecido preto que havia trazido e rapidamente a vendou. Ele apertou bastante, se certificando que a venda não iria deslizar. Ele gostava do efeito visual do tecido mais do que as vendas manufaturadas e provavelmente mais eficientes.

Quando viu a venda se aproximando, Dani sentiu sua respiração se acelerar. Ela sabia que ficaria ansiosa, e que ele adorava deixa-la assim. Não que ela também não gostasse. Mas o medo também estava presente. Um medo familiar, mas ainda assim, presente.

Raul se afastou. Pegou uma outra corda, e construiu um alinha de suspensão na parte de trás do arreio, e começou a iça-la. Ele a fez se curvar para frente enquanto puxava mais a corda, deixando-a desequilibrada, na ponta dos pés. Com a sobra da corda, passou pelo loop que sobrou da amarração dos pulsos.

Dani sempre se sentiu bem quando ele a suspendia. A gravidade era infernal às vezes, mas ele acabava distribuindo o peso e ela aprendeu a relaxar. Mas ela nunca havia sido suspensa enquanto estava vendada.  A sensação foi de total desnorteamento, por mais que ela soubesse o que estava acontecendo.

Raul se afastou de novo e ficou em silêncio. Foram apenas 2 minutos.

Dani começou a ficar mais agitada, sua respiração ofegante…o que ele estava fazendo tanto tempo longe e em silêncio?

De repente ela sentiu algo frio e gelatinoso em seu anus,, e se sobressaltou, não fosse a corda, ela provavelmente teria tropeçado ou caído.

– Quieta, ou vai lubrificar com saliva.

Ela fez o possível para não se mover muito, mas quase sem apoio e pendurada era muito difícil. Ela sentiu que ele a besuntava de lubrificante, por dentro e envolta. Sentiu que ele limpou o excesso em sua bunda e coxa., e se afastou de novo.

Raul adorava usar o tempo a seu favor. Foi buscar outra cerveja, enquanto ela esperava se equilibrando.

Dani não gostava de esperar… Sua mente dava voltas e voltas…e aquela posição… o que viria a seguir? O metal frio do plug entrando por seu anus interrompeu suas divagações. Pela dificuldade, mesmo com a lubrificação, ela sabia que era o mais grosso. Ela não conseguiu evitar um gemido, enquanto ele acomodava o plug. A base finalmente selou a introdução

– Gemendo? Ok, já que quer gemer…

Ela percebeu que ele deu a volta em tono dela. Ela ainda estava tentando se acostumar com o plug, que a incomodava. Quando sentiu as mãos dele apertando seu rosto na altura da boca.

– Língua para fora! Ele falou um tanto mais ríspido que o normal.

Ela obedeceu sem hesitar. Sentiu a pressão de um pregador na ponta de sua língua…depois mais outro…e mais outro… A s extremidades batiam em seus braços, mas ela não conseguia mais fechar a boca.

Raul foi para longe e se sentou. Apreciando sua “construção”, e tomando sua cerveja. Ele não dizia nada. O tempo e o silêncio eram seus aliados.

Dani começou a salivar. Ela se sentia desajeitada, um tanto ridícula…e ..excitada. A excitação misturada ao incômodo começava a deixa-la numa espécie de transe.

Ao perceber a mudança de reação, Raul prosseguiu com seu plano.

Dani sentiu que Raul apertava seu mamilo esquerdo, na ponta, e depois mais abaixo…e de repente a pressão do metal a pegou de surpresa.  Ela gemeu de forma gutural, tentando não se desequilibrar mais, mas o outro pregador foi ao outro mamilo logo depois…Ela sentiu que os dois estavam ligados por uma corrente…e que essa corrente pesava para baixo…muito pesada…

Quando ela sentiu as mãos dele mexendo em sua buceta, expondo o clitóris ela entendeu…e começou a gemer e sacudir a cabeça…mas não adiantou…outro pregador foi parar bem acima do clitóris, e ela gritou.  Imediatamente ela sentiu uma palmada dada com muita força em sua nádega direita.

Ela estava desnorteada e nervosa. Quase não percebeu que ele amarrava outra corda em torno de seu tornozelo. Ela não sabia mais como se portar como ficar. E de repete sentiu o tornozelo sendo puxado para trás e para cima..

Agora apenas uma de suas pernas mal tocava o chão.  Ela tentava aquele apoio desesperada.

– Eis o que vai acontecer se você gritar de novo… – ela ouviu.

Sentou os três pregadores sendo puxados pela corrente…a dor aguda aumentando…ela tentava se controlar para não gritar…a saliva se espalhando, a língua tentando voltar…tudo a agoniava…ela respirava sôfrega.

Ele puxou a corrente até o limite…ela perdeu o apoio da perna e ficou suspensa apenas pelas cordas. Nesse momento ele soltou a corrente que pesou para baixo, tendo um efeito semelhante… ela girava em agonia, tentando recuperar o apoio da perna livre.

Assim que ela se estabilizou, o ouviu dizendo “Isso, mantenho o equilíbrio.  Se perder, eu puxo novamente a corrente…”

Ele se afastou novamente. Ela se sentia totalmente descompensada…a dor, as cordas, a suspensão…ela sentiu que estava ficando molhada de novo. Nesse momento, ela o ouviu dizer

–  Eu avisei que o gozo teria um custo. Espero que não esteja excitada com o castigo…ou eu posso achar que você está gostando.

Ele viu os olhos dela se abrindo com medo. E sorriu.

Prendedor com correntes e mãos.

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