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Luz e Sombras – 6

Luz e Sombras – 6

Raul fechou os olhos por um instante focando nas sensações que o atingiam, vindas do movimento de seus dedos dentro de Dani. O calor, a umidade, a textura, a maciez que os envolviam num abraço de pele aumentava seu tesão…ele sabia que sua pele se lembraria, que seus dedos, suas mãos tinham uma memória corporal indelével. Que ao revisitar esse momento, o reviveria intensamente.

Ele apoiou sua outra mão na parte de baixo das costas de Dani, fornecendo apoio, pois o impacto de sua manipulação começava a provocar reações em Dani, uma delas a perda de equilíbrio. Ele poderia usar isso contra ela, mas…não hoje. Ele sorriu.

Mão de um homem sobre a virilha nua de uma mulherDani fazia o possível para não sair da posição, mas era muito difícil. A sensação de prazer que os dedos dele proporcionavam…alcançando-a por dentro em pontos…. que ela… nossa…difícil raciocinar…as cordas, a saliva escorrendo, …a sensação de estar presa…aberta…exposta…começavam a deixá-la em um estado de excitação de tantos estímulos…

Ela sentiu a mão dele em suas costas, o que causou um alívio momentâneo…Mas ela sabia que ele não ia parar…gemidos inevitáveis e guturais saíam de sua boca…

Raul removeu o apoio das costas para espalhar o fio de saliva que escorria no seio direito de Dani. Lentamente…manipulou o mamilo entre os dedos. Ele se ergueu, e de frente para ela, se inclinou e abocanhou o seio esquerdo, vorazmente, como se fosse engoli-lo. A língua brincava com o mamilo, e lambia e os lábios sugavam…enquanto os dedos continuavam a se mexer dentro dela. Ele sentia seu pau explodindo, querendo romper o jeans, mas …ainda não era a hora.

– Está encharcando meus dedos, vadia.

Dani gemeu mais alto ao ouvir isso. Ela já não estava dando conta das sensações, e do jeito que estava…a palavra teve um eco que fez sua respiração disparar. Nesse momento ele removeu os dedos e se afastou um pouco.

-Aooon! – ela exclamou, a interrupção a devolvendo a uma realidade onde o prazer escapava, lhe era negado…ela o olhou irritada, o salto batendo no chão, em revolta.

– Parece que não gostou que eu parasse… é isso?  – Raul indagou

Dani tentou controlar a respiração. Ela não sabia se balançava a cabeça afirmando ou negando, ela queria dizer que não era isso, que ela estava quase gozando, mas os ruídos que mordaça permitiu não fizeram sentido algum.

–  Eu não entendi. Responda minha pergunta.

Dani grunhiu um não, balançando a cabeça para os lados.

Raul deu um passo à frente, a segurou pelo pescoço, e falou bem baixinho no ouvido dela:

– Desde quando uma vadia tem opinião sobre o que eu devo fazer? Acha que você pode me dizer o que fazer?

A respiração de Dani se acelerou novamente, e ela tentou negar novamente, grunhindo, sacudindo a cabeça no pouco que ele permitia, salivando mais no processo. Assim que a saliva tocou as mãos dele, ele aproveitou e espalhou a mesma pelo rosto dela. Isso a irritava e excitava ao mesmo tempo,, ela respirava pesado pelo nariz, sem saber o que fazer…

– Enquanto eu decido como vou lidar com tantas insubordinações de sua parte deixe-me arrumá-la…

Raul puxou o vestido para a deixar mais exposta. Toda a parte que mal cobria os seios foi afastada para os lados deixando-os completamente expostos. Subiu a barra do vestido e a prendeu, pela frente, sob a corda abaixo dos seios. Por trás, fez a mesma coisa. Puxou a calcinha de uma das pernas, deixando-a presa na outra apenas pelo elástico.

Dani era movimentada como uma boneca. A cada ajuste ele a girava e puxava com força, deixando-a cada vez mais exposta, mas ainda em desarranjo. Era como se ele estivesse compondo uma obra, revisando cada detalhe…

Raul parou para admirar seu trabalho mais uma vez.

– Agora… – Ele disse, pensativo. Se aproximou dela, mais uma vez afastando-lhe as pernas com os pés, e voltando a se sentar no sofá em frente a ela.

– Vou recomeçar. E só vou parar quando você gozar vadia. Em pé, mesmo. Não quero ouvir que é mais difícil. Meus dedos, sua buceta, até o fim. Entendeu?

Dani assentiu com a cabeça, sentindo a tensão a pressão das cordas, suas mãos flexionando para garantir que a circulação estava ok, como ele havia ensinado, e lutando para não perder o equilíbrio em cima daqueles saltos.

Raul reiniciou de forma diferente.  Ao invés de introduzir seus dedos, ele utilizou uma das mãos para expor o clitóris de Dani. Se inclinou um pouco, e o lambeu delicadamente….

– Gostei do sabor. Mas não posso me distrair…

E com o polegar da outra mão começou a fazer pequenos círculos no clitóris exposto, lentamente.

Dani quase fechou as pernas involuntariamente, mas as manteve abertas, dando um pequeno passo para ajustar seu equilíbrio, e gemeu. Alto.

-Acho bom gemer mais baixo, a não ser que queira que eu pare…

Dani sacudiu a cabeça para os lados insistentemente, diminuindo o volume de seus gemidos.

Raul manteve o movimento circular e introduziu um dos dedos, iniciando um movimento de vai e vem. Seu polegar no clitóris e o dedo inserido faziam um movimento de pinça. Ele aumentou um pouco a pressão.

Sacrpin Labutin e calcinha no chçao de madeiraDani teve que usar de muito autocontrole para não gemer alto novamente. Sentiu os músculos de suas coxas mais uma vez querendo se fechar, se flexionando para a frente como reações involuntárias. Seu tronco se inclinou um pouco para a frente, mas ela conseguiu permanecer, com pequenos ajustes. Scarpins definitivamente não foram feitos para …isso…

Ao mesmo tempo ela sentia sua respiração irregular, a saliva já virando baba, sua buceta pulsando e todos os estímulos em volta se somando… as cordas marcando seu corpo, a mordaça…boca aberta, pernas abertas,…exposição, humilhação…e tesão…seus gemidos começaram a ficar mais frequentes…ela os manteve  o mais baixo possível, temendo que ele interrompesse de novo…

Raul a sentiu reagindo mais intensamente. Aumentou um pouco mais a pressão, sem modificar a frequência ou o ponto…Ele sorriu mentalmente, pensando em parar novamente…mas ele também estava com tesão. E vê-la gozar sempre lhe dava um prazer de outro nível…pois era com ele…por ele…

Dani geralmente se continha pois sabia que ele gostava de controlar quando ela gozava, mas ele já havia determinado isso…Então ela começou a se soltar…Inclinava a cabeça para trás, mas logo voltava, pois a saliva a faria engasgar…para a frente, inclinava a cabeça e o via concentrado, olhando para ela…Quando ele aumentou a pressão, ela sabia que havia entrado num caminho sem volta. Ela começou a rebolar, buscando contato com os dedos e a mão dele, forçando…arriscando a interrupção…mas ela estava já sem a razão para controlá-la…

Raul sorriu ao senti-la rebolar.

– As vadias tentam esconder quem são…mas basta pressionar um pouco…e a verdade vem à tona. Rebola mais, vadia. Antes que eu desista… – e ele aumentou a velocidade apenas um pouco…

As palavras quebraram com o que restava de autocontrole. Dani moveu sua pélvis com mais força, e junto aos movimentos constantes e precisos de Raul, sentiu o gozo vindo…e a desequilibrando completamente…ela se inclinou para a frente, flexionando as pernas…enquanto ele a apoiava com o próprio corpo, não a deixando cair…ele sempre …cuidava…e então seus pensamentos fugiram e ela se deixou invadir pela onda de prazer . Ela gemeu alto, sentiu as cordas apertando mais, seu corpo caído sobre o dele…

Raul removeu uma das mãos para suportar o corpo que caía sobre ele, mas não parou de se mover dentro dela. Sentiu as contrações no ventre de Dani, e foi diminuindo os movimentos aos poucos… Até que removeu os dedos. Ele a abraçou, forte, apertando-a de encontro a ele. Foi descendo o corpo dela devagar, até que os joelhos dela tocassem o chão à sua frente. Ele a deixou em seu colo por alguns minutos. Verificou a temperatura das mãos para ver se precisava remover as cordas. Ainda não, ele disse para si mesmo.

– Agora, vadia… Vamos ver o quanto vai custar esse gozo…

Continua…

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