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Luz e Sombras – 2

Luz e Sombras  – 2

Sua mão direita subiu em direção a seu rosto, ultrapassando-o e deteve-se em sua nuca, por trás dos fios rubros, segurando-a, e agarrando um tufo de cabelos. Os dedos se fecharam e ele puxou sua cabeça para trás.  Mantendo essa posição, ele a conduziu firmemente, mas sem pressa, para a sala de estar.

Daniele gemeu baixo com o puxão, andando um tanto trôpega por não ver direito o caminho. Ser conduzida assim a desconcertava e ao mesmo tempo a excitava. Ele sempre fazia questão de estimulá-la de várias formas ao mesmo tempo. Era difícil saber se o que viria a seguir seria um carinho sensual ou um tratamento mais bruto.

Raul olhava para ela com um sorriso leve nos lábios. Ele sabia o quanto aquilo a atiçava. Em suas conversas, no começo, ela colocou suas dúvidas sobre ser submissa ou não, porque ela não gostava de assumir posturas simplesmente. Gostava de ser tomada, submetida, xingada, humilhada, mas sem renunciar a sua capacidade de raciocínio, vontade … E ele por sua vez, não gostava da subserviência sem contexto, de gestos e posturas assumidas automaticamente. Gostava de domar, forçar, controlar, provocar, provocar sempre…deixando a escolha entre se submeter ou ficar na vontade, entre resistir e admitir a entrega povoar a mente de quem estava do outro lado. Sentou-se em um dos sofás, puxando-a para baixo com ele.

Ela caiu sobre ele, desequilibrada, mas ele a amparou, e a fez sentar no seu colo, ainda segurando-a pelos cabelos. Seu rosto agora estava próximo ao dele, a cabeça ainda forçada para trás. Ele lhe afastou as pernas, a dobra de seus joelhos encaixada sobre os joelhos dele. Ela podia sentir o pau dele endurecido sob o jeans, uma vez que sua bunda estava encaixada sobre ele. Ela usou as mãos para se equilibrar no sofá.

Raul começou a beijar o pescoço de Daniele, com os lábios bem abertos. Sua mão esquerda se encaixou sob os seios, como

Homem sentado com mulher ajoelhada sobre ele

Playing…

uma faixa prendendo-a a ele. Ela deu outro gemido, com a respiração um pouco alterada e a temperatura de seu corpo subindo, ele podia sentir sob o vestido. Manejando sua cabeça, ele virou o rosto dela para o dele, e a beijou na boca.

Daniele gemia baixinho…os beijos no pescoço e o braço puxando-a sob os seios faziam um contraponto à dor aguda dos cabelos puxados. Então ele a beijou…e ela retribuiu. Um beijo, molhado, profundo, suas línguas se encontrando. Ele gemeu sob o beijo respirando forte pelo nariz quando sentiu a alça direita de seu vestido sendo puxada para baixo, e seu seio direito sendo deixado à mostra, sendo sustentado pela mão dele em concha, apertando de leve, massageando…

Raul continuou beijando-a, removendo a mão dos cabelos e descendo-a sob o braço direito de Daniele, em direção à sua coxa, meio que pendurada sobre o joelho dele. Ele a apertou sob o vestido macio e agradável ao toque, enquanto os dedos da sua mão esquerda se mexiam brincando com o mamilo do seio exposto.

Ela abriu os braços, o melhor que pode, apenas apoiando e dando mais espaço. Sentiu então a mão direita dele começar a puxar o vestido para cima. Ela mesma jogou sua cabeça para trás separando os lábios dos dele gemendo mais alto. Ela empurrava o corpo dela contra o dele por puro reflexo.

– Estou te incomodando? – perguntou ele quando o beijo cessou – Posso parar se você quiser.

Daniele abriu os olhos. Seu rosto mostrava um misto de excitação e reconhecimento de que estava em outra armadilha… Ela não queria que ele parasse. Também não queria admitir que queria. Também não sabia o que ele faria se ele dissesse que sim…o que viria a seguir se ele parasse. Ela não tinha saída. Isso a deixava ansiosa e a excitava ao mesmo tempo.

– Por favor, não pare…por favor… Ela terminou por dizer.

Ele sorriu. Começou a beijá-la no rosto. Sua mão esquerda agora apoiava o seio direito, o polegar e o indicador rodando em torno do mamilo, que respondeu, rápido e túrgido ao estímulo. Sua mão direita puxou o suficiente do vestido para expor a calcinha, já um tanto desarrumada pela exploração às cegas de ainda há pouco[1]. Usou então seus dedos, enrolando a parte da frente e o fundo da calcinha em um feixe mais fino. Ele usou esse feixe como uma tira, dividindo a buceta de Daniele ao meio e puxando para cima, com força.

Daniele bateu com as duas mãos ao mesmo tempo no sofá, o corpo e a cabeça vindo para a frente por reflexo. Mas ele a puxou para trás com a mão sob os seios, como um cinto de segurança evitando-a de projetar-se.

– Oh Deus…! Ela exclamou mais alto que antes.

– Shhhh…- ele disse, calmamente – Fique quieta. Você pediu que eu continuasse, agora faça sua parte. Ele a beijou delicadamente no rosto. A pinça de polegar e indicador começou a apertar o mamilo, a mão acompanhando a pressão no seio direito.

Homem levantando vestido de uma mulher

Burning…

Daniele começava a suar um pouco. Seu corpo estava inquieto. Ela respirava mais forte, seu coração batendo um pouco mais rápido. Suas pernas pressionavam os joelhos dele. Ela queria fechá-las, mas sabia que isso não era uma boa idéia. Ele gostava dela aberta, exposta, especialmente quando estavam assim. Juntos…. A calcinha roçava seus lábios e clitóris. Ele mantinha um lento movimento de vai e vem, para cima, para os lados… Ela sentia que estava ficando mais molhada. O aperto em seu seio e mamilo a fazia tensa…a espera…E ele a beijava. No pescoço, mordiscava a orelha. Espalhava estímulos por toda parte. Então ela o ouviu dizendo:

– Você acha que o seu seio esquerdo merece ficar de fora desta brincadeira, Dani?

Oh céus, ela pensou. Mais perguntas. Ele sempre a chamava de Dani quando queria deixa-la em uma sinuca. Contudo, naquela altura, a resistência começava a ficar sem sentido.

– Eu acho…que não, meu Dono.

Ela o ouviu rindo, feliz. Ele deixou o mamilo e o seio direito por um instante. Desceu a alça esquerda do vestido. Ambos os seios estavam à mostra. A parte debaixo toda desarrumada e levantada. Uma total bagunça…

Raul foi um pouco mais rápido e brusco com o seio esquerdo, apertando-o como que testando uma fruta madura. Ela gemeu, junto com uma forte expiração. Ele apertou também o mamilo com os mesmos dedos. Este já estava duro, e ele aplicou um pouco mais de força.

– OHW! Exclamou ela.

Rapidamente ele respondeu com outra pergunta…

– Dani…você está me confundindo. Você me pede para continuar e agora parece que está incomodada de novo…Melhor eu parar.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele a soltou deixando ambas as mãos pousarem de leve no sofá. A súbita suspensão de todos os estímulos foi como um balde de água fria…num corpo que estava quente por fora e por dentro. Ela estava mais excitada do que desejava admitir. Mas, por experiência própria. Ela sabia que em mais alguns segundos ele iria se levantar e deixá-la ali. Ela colocou suas mãos sobre as dele, dizendo, sôfrega:

– Não! Por favor, meu Dono, por favor…continue…desconsidere minhas reações…exageradas…Faça o que queria fazer. Eu te peço.

– Você tem certeza? – ele indagou.

– Está bem. Você pediu tão gentilmente… – ele sorriu.

Continua…

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