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How to…?

How to…?

Hoje, passeando pelo Facebook me deparei com um post simples que acabou por se revelar um interessante analisador. A pergunta era “Como uma sub pode abordar um Dom? ”. Vinda de uma moça que parecia querer saber sobre uma forma de abordar um moço Top no papel de Dominador.

Houve algumas respostas, inclusive a minha que sugeria uma abordagem simples: ”Boa noite, como vai? Meu nome é [ ], e o seu? ” Houve muitas brincadeiras, muitas sugestões, mas eu fiquei pensando: Caramba, é a mesma coisa de novo. Não quero escrever sobre o mesmo novamente. Mas eu queria comentar porque mais pessoas podem se sentir assim e acho que um pouco de esclarecimento não faz mal.

Por isso, embora eu vá passar pela mesma seara farei o possível para não dar o foco a ela. Me perguntei: “será que invertendo as posições existiria a mesma dúvida? ”. Será que algum Top pensa em qual a maneira correta de se abordar uma bottom? Se existe, o caso é mais grave. Não por ser do lado Top, mas pela existência da dúvida.

Ela demonstra que existe um paradigma, uma pressuposição, um “tem que ser assim” que está encruado no meio, e que tem suas origens no famoso clássico “Manual Sagrado do BDSM”…que, não me canso de repetir, não existe.

Grande livro com capa dura e fechos sobre uma mesa

Não, ele não existe.

“Maneiras corretas de tratamento” é um assunto que não está em nenhum manual porque depende da forma com que se está construindo um relacionamento BDSM. Uns podem preferir protocolos de tratamento rígido, envolvendo pronomes de tratamento, posturas corporais, “dressing code”, etc. Outros podem preferir um protocolo mais fluido, onde as posições Top/ bottom e suas variações são reconhecidas pelos envolvidos sem que haja um tratamento formal. Ou todas as variações que se desejar dentro do contexto BDSM escolhido.

Então qual o jeito certo de abordar algum Top ou bottom? Respondo com outra pergunta (embora eu não seja um grande fã dessa estratégia, ela às vezes é útil para provocar raciocínios). Qual a maneira certa de abordar uma pessoa em quem você está interessado?

Porque é disso que se trata.  Interesse no outro. Se esse outro irá se revelar um beócio, um amigo, um Dom, um Daddy, isso é entre vocês. E como irão se chamar também. E se relacionar, e se comportar e “se tudo”.

Quem está começando um relacionamento normal aprende aos poucos sobre o outro, o que o excita, o que o agrada, o que o faz sorrir. De que jeito o sexo se encaixa melhor

Quem está começando nesse mundo que é o BDSM, precisa sim se informar, entender a sopa de letrinhas, as diferenças.

ilustração de Livro sobre etiqueta.

Livro de Etiqueta…

Precisa saber sobre segurança, sobre técnicas. Mas não pode perder de vista o fato de que são pessoas antes de Tops, Doms, Daddys, bottoms, subs, little girls.

Mesmo quem se entrega a um nível onde a objetificação é o que traz mais prazer, deve fazer isso porque tem certeza de quem é e porque o faz, e tem que ter confiança em quem está do outro lado dessa entrega, antes de se deixar usar da forma que for, antes de conceder o poder sobre si.

Os nomes se encaixam no relacionamento e não ao contrário. As pessoas são mais que posições, relacionamentos são mais que tríades, bases. Mas posições, bases e tríades existem por alguma razão. Porque o caos sem ordem é só destruição. A ordem sem caos é só tédio e depressão.

Partes são do todo. Sem contexto tudo se esvai, tudo perde o sentido. Sou eu mesmo em vários contextos, mesmo que em momentos eu dê foco a uma parte do meu todo e me locuplete na parte do outro que me completa naquele contexto.

Seja. Saiba quem você não é, ajuda a ter uma noção melhor de quem você é. Obediência cega é o pior tipo de escravidão, pois ela destrói sutilmente. Ter outra pessoa para si demanda cuidado e responsabilidade, não importa quão duro você seja. Se entregar a outro demanda autoconfiança, não medo e insegurança.

Fui ao infinito e além…

Acronimo sobre estudos bíblicos.

Ooops…

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