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Do Tao e das Sombras

Do Tao e das Sombras

Do Tao e das Sombras

by | Jan 20, 2016 | Textos | 0 comments

Shadoweaver ou Sh4d0wM45t3r são dois apelidos que costumo usar para me apresentar em sites relacionados a D/s- BDSM. Comum aos dois, Shadow – sombra, para os que podem não saber o significado –  é um conceito que sempre me agradou. Me sinto confortável não apenas porque confere um ar meio “assustador” ao meu lado do binômio D/s, o D, mas também porque ele representa uma existência que depende da luz e de algo (ou alguém, neste caso).

Simbolo clásico do Taoísmo

Simbolo clásico do Taoísmo

Alguém que está na luz não necessariamente é iluminado, assim como nem tudo que é tenebroso está na sombra. Essa dicotomia tem muito a ver com minha maneira de encarar o mundo, buscando complementaridade e equilíbrio. São fundamentos básicos do pensamento Taoísta, sendo a alternância e necessária inter-relação entre os opostos a dinâmica que rege tudo que existe.

Minha maneira de encarar D/s – BDSM segue por esse caminho. A troca, que menciono sempre quando escrevo a respeito desses assuntos, tem muito a ver com o Tao (“o caminho”, numa tradução livre do chinês). Dominação e submissão tem mais a ver com equilíbrio do que com sobrepujança, arrogância e abuso.

Me inspirei a criar esse blog/site devido á boa recepção que meus escritos causaram na comunidade do Fetlife. Pouco mais de uma dúzia de pessoas, talvez, deixaram sua apreciação marcada em comentários e “corações”, e espero que outras mais tenham usufruído do que escrevi. Como a qualidade dessas pessoas sempre me é mais cara do que uma inexistente quantidade, cá estou no revés do senso comum, nessa criação.

Meu tempo é meu bem de valor mais raro nos dias que correm. Atualizarei este site na medida do possível. Como tenho mais liberdade para editar, diagramar e criar aqui do que no Fetlife, minha presença por lá ficará (como já está) mais escassa, mas não de todo inexistente.

Espero que possa usar este espaço para falar do meu caminho nas sombras de forma a trazer um pouco de luz pelo caminho inverso. Já há escuridão e preconceito demais envolvendo “o meio”.

Uma última, mas necessária observação, mesmo que pareça óbvia: Falo, escrevo, me expresso, representando a minha maneira de pensar e viver. Não estou escrevendo um novo código, livro de regras ou manual a ser seguido. Respeito as diferentes maneiras de expressão, mesmo que não concorde com elas. Donde se conclui que espero o mesmo tratamento em reciprocidade. Sejam bem-vindos(as).

Originalmente publicado em 20/08/2013

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